Rafael Matos

Assessoria

em

Comunicação

quinta-feira, 11 de julho de 2019

O que é um jornalista unicórnio?
 
O texto de hoje foi inspirado em uma publicação feita pelo CEO da Learning Brasil, Richard Vasconcelos, no LinkedIn (rede social de voltada aos relacionamentos profissionais). Ele falou sobre os candidatos unicórnios, e que não existem, que vem sendo procurados pelo mercado de trabalho. Resolvi então escrever sobre os jornalistas unicórnios.

Bom, primeiro que oferta de trabalho para jornalista hoje em dia é coisa rara. Quando tem é parte integrante de posições que agora se chamam Analista de Comunicação, Assistente de Comunicação, e variáveis, com adendos de Júnior, Pleno e Sênior. Coisas do mundo corporativo.

Vou usar como exemplo uma das vagas de jornalista que encontrei. O pedido é por alguém que possa: acompanhar notícias de todo o mundo diariamente; sugerir tópicos para a criação de conteúdo e elaborar pautas; pesquisar e escrever de seis a oito notícias originais por dia com 400 palavras cada; criar conteúdo editorial, como artigos e e-books; apresentar vídeos e podcasts; quando possível (e eu realmente não sei quando), participar de eventos e conferências do segmento.

O mesmo anúncio diz ainda que esperam por profissionais: formados em Jornalismo ou Relações Públicas; com ótima habilidade escrita e verbal; bons pesquisadores; sem vergonha de câmeras e microfones; dominem as ferramentas do Google; conheçam as práticas de publicação de conteúdo online (WordPress, otimização para SEO); compreendam inglês – nível intermediário ou avançado. Pra fechar, interesse pelo conhecimento de criptomoedas, mercados financeiros e tecnologias financeiras.

Conhece alguém capaz?

A coisa boa é que não exigem experiência.

Sobre remuneração não dizem nada e é bom também não esperar por muito, pois, a palavra da moda é que o mercado está cheio de profissionais dispostos. Ou seja, desvalorizado.

A busca por unicórnios se estende aos estagiários. Outro dia, divulgaram uma vaga de estagiário num grupo de profissionais com os seguintes requisitos: a partir da quinta fase de Jornalismo, boa escrita, conhecimentos em InDesign, Photoshop, Premiere, fotografia, diagramação e ufa, edição de vídeo. Tudo isso e uma bolsa de R$ 500 e Vale Transporte. Os colegas jornalistas recomendaram que se existisse um estudante com estas habilidades, que fosse trabalhar como freelance que iria ganhar muito mais. Quem ofereceu a vaga se ofendeu, mas quem deveria ter se ofendido mesmo era o unicórnio.

Ops, esqueci que unicórnios não existem!

Conhece alguma história semelhante? Compartilhe com a gente? Ficou interessado na vaga de trabalho? Aqui está o link (vai que ainda não encontraram o unicórnio, quero dizer o jornalista).

Jornalista com experiências no Brasil e exterior em jornais, televisão, rádio, assessorias de comunicação e projetos de internet.

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