quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Crise de seriedade

O Brasil vive uma crise. É o que todos falam. Mas não é só uma crise econômica. É uma crise de credibilidade também, de um buraco enorme de falta de moralidade. A corrupção está em todo lugar. É uma cultura enraizada, aquela que algumas vezes chamamos de jeitinho brasileiro, mas que hoje nos coloca num mato sem cachorro.

Um exemplo é o que acontece nas obras públicas. Tudo começa com a morosidade para a tomada de decisões. Entre a necessidade da população e a realização da obra, muitas vezes se espera por até uma década. É muito tempo para se tirar um projeto do papel e transformá-lo em realidade.

Se já não bastasse isso vem a desconfiança com o superfaturamento, mas principalmente com a qualidade da obra. A BR-101, por exemplo. Trechos recém-inaugurados precisam ser recuperados pois a pavimentação colocada não resistiu. Onde está a fiscalização da qualidade da obra? E pior ainda, onde está a honestidade das empreiteiras que realizam o trabalho. Se tivessem alguma decência entregariam uma obra com qualidade.

E a lista de péssimos exemplos é grande. Olha só a novela que é a obra da Ponte de Congonhas, a Arena Multiuso, a abandonada UPA 24 horas, a avenida Padre Geraldo Spettmann, a rodovia que liga Tubarão a Orleans e os constantes deslizamentos de terra, a rodovia que liga Tubarão a Braço do Norte.

Onde foi parar a seriedade destas pessoas, sejam elas políticos ou empresários ligados ao setor público? Sem resolver esta crise, fica difícil encontrar um caminho para resolver a outra que abala a nossa economia.

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