quinta-feira, 7 de maio de 2015

Cerco aos 'nanicos'

A reforma política continua sendo feita a conta gotas no Congresso Nacional. Propostas isoladas tem sido feitas e votadas na Câmara dos Deputados e Senado, sem que um pacote completo seja discutido. Volto a repetir que não será uma reforma, e somente um remendo.

No Senado, por exemplo, já foi votada e aprovada a proposta que acaba com as coligações nas eleições proporcionais. Ou seja, nas eleições para vereador e deputado estadual e federal, os partidos devem lançar chapas sozinhos, sem união entre partidos e soma de votos para alcançar a legenda necessária. A medida atinge diretamente os partidos pequenos que dificilmente vão conseguir eleger representantes.

Aqui em Tubarão, por exemplo, que tem o maior número de vereadores entre os municípios da Amurel, apenas seis partidos estão representados na Câmara. E olha que são 32 partidos registrados no país. Mesmo assim, na cidade, apenas 15 estão com a situação regularizada neste momento. Ou seja, muito partido pequeno, nem existe. E quando surgem, os conhecidos nanicos, só são montados em período de eleições, exatamente para negociar as coligações, ainda mais em cidades que tem Propaganda Eleitoral na a televisão.

Por este ponto de vista, a proposta é boa, mas por outro lado vai impedir o surgimento de novas forças políticas e são situações que precisam ser levadas em conta. Da mesma forma que a proibição de coligações deveria ser ampliada para os cargos de prefeito, senador, governador e presidente. Desta forma, um partido que hoje é nanico, vai ganhar visibilidade se tiver boas lideranças que consigam transmitir alguma credibilidade e principalmente boas ideias.

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