quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Cenário imprevisível

Toda morte trágica e repentina é lamentável. E o acidente aéreo que tirou a vida de sete pessoas ontem no litoral paulista, entre eles o candidato a presidente pelo PSB, Eduardo Campos, tem este sentimento. Simpatizantes ou não do candidato lamentaram as mortes.

E de uma forma que ninguém deseja, o cenário político foi radicalmente alterado sem a presença de um dos principais candidatos que até agora aparecia em terceiro lugar nas pesquisas. O partido vai ter até o próximo sábado, dia 23, para nomear um substituto, o que já indicou que vai ser feito, após as devidas homenagens a Campos.

O mais óbvio pode parecer que a candidata à vice, Marina Silva, assuma o posto de candidata e se indique outro vice. Mas, o fato é que isto não é tão certo assim. Marina só filiou-se ao PSB por não ter conseguido o registro da Rede Sustentabilidade. Sua presença na chapa era bancada por Eduardo Campos.

Se ela teria um desempenho melhor ou pior, ou se a morte do candidato terá uma influência emocional no eleitor e na campanha só o tempo pode dizer. Agora tudo não passa de especulação.

Em Santa Catarina, se Marina ou outro nome identificado com a esquerda sair como candidato, a família Bornhausen deve abraçar outra chapa. O candidato ao Senado pelo PSB, Paulinho Bornhausen, deve transferir o apoio para o candidato do PSDB, Aécio Neves.

De qualquer forma os constrangimentos político-partidários continuariam. O próprio Paulinho, que é coligado com Paulo Bauer (PSDB), tem o apoio de Raimundo Colombo (PSD), que é coligado com o PMDB, que tem como candidato Dário Berger.

Com a morte de Eduardo Campos, é possível que o cenário comece a ficar mais definido para o eleitor catarinense, mas a sala deve continuar com o mesmo tempero amargo de antes.

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