quinta-feira, 5 de julho de 2012

E a Ficha Limpa?

Um dos grandes temas antes das eleições de 2010 era a validade ou não da Ficha Limpa. Recursos judiciais foram e vieram e muitos eleitos considerados fichas sujas conseguiram assumir os cargos.

Dois anos depois temos uma nova eleição e dessa vez o barulho parece ser bem menor. Deve ser, principalmente, porque tudo se encaminha para o mesmo resultado. Teremos uma avalanche de discussões judiciais, de candidatos disputando o pleito amparados em recursos, e depois se eleitos, novamente discutindo a validade ou não da aplicação da Lei.

O acordão do Supremo Tribunal Federal publicado na terça-feira, com quase 400 páginas, é de difícil compreensão para os leigos e um prato cheio para os profissionais da área exercitarem as suas interpretações.

Como os partidos políticos, que já poderiam fazer uma triagem entre seus indicados, também não fizeram nada corremos o sério risco de ter campanhas focadas em troca de acusações sobre este ou aquele processo. Se está condenado ou não. Se é Ficha Limpa ou não.

Será uma oportunidade para o esvaziamento das discussões do que realmente importa para o cidadão que é a solução de problemas crônicos das cidades. Para os candidatos, cada vez mais diminui a preocupação de apresentar projetos viáveis e aumenta o reforço no departamento jurídico.

O desvio da atenção sobre o que é importante acompanha o ritmo de despolitização das campanhas eleitorais. O eleitor não quer mais ouvir troca de acusações e também não se interessa mais em acompanhar o que cada candidato propõe. Acredita cada vez menos no processo.

Mas sempre é bom lembrar a frase do filósofo Platão: “Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política, simplesmente serão governados por aqueles gostam”.

Continue lendo...

Google+ Followers

Seguidores

Twitter







Recent Visitors