quinta-feira, 28 de junho de 2012

Pedida anulação de convenção do PMDB de Tubarão

As reviravoltas políticas da semana estão longe de acabar na cidade azul. Deu entrada hoje no Fórum de Tubarão uma ação que pede a anulação da convenção do PMDB de Tubarão realizada no dia 15 de junho. A realização de votação por aclamação, ao invés de votação secreta, é o principal argumento do processo movido por um membro do diretório. Ele cobra o cumprimento do estatuto partidário que determina a votação direta e secreta.

Na convenção, o grupo que apoiava Edinho Bez usou o argumento de que não havia dois candidatos postulando a indicação de candidato a prefeito para realizar a votação secreta. A estratégia de votação por aclamação visava evitar o registro de votos contrários a Edinho Bez. Havia risco calculado desta manobra.

O processo foi registrado na segunda Vara Cível de Tubarão e por mais que não dê em nada, estremece a coligação arquitetada com o PP que indicou o pré-candidato a vice Deka May. O diretório dos progressistas, inclusive, já chamou os membros para uma reunião de emergência que será realizada ainda nesta quinta-feira (28/6).

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Toró de palpites

Com exceção do PT, o quadro pré-eleitoral de Tubarão vive um momento de grande indefinição. Nada, mas absolutamente nada, do que é dito hoje pode ser entendido como palavra final. O prazo para as convenções se encerra no sábado, dia 30, e até o registro das candidaturas, no dia 5 da próxima semana muita coisa pode mudar.

A situação do momento indica a possibilidade de quatro candidaturas. Três delas já pré-anunciadas com Olávio Falchetti, pelo PT, Edinho Bez pelo PMDB e Carlos Stupp pelo PSDB. Correndo contra o tempo, e motivo de toda a indefinição desta semana, está o prefeito Pepê Collaço, do PSD.

Bom, Edinho Bez confirmou esta manhã que independente do quadro, vai manter a candidatura já aprovada na convenção do partido. Ele também desmentiu as informações de que o Partido Progressista deixaria de indicar o vice, migrando para outra coligação. Membros do PP teriam ido a Florianópolis ontem para discutir o assunto com o deputado estadual Joares Ponticelli. Fato este sem confirmação.

No PSDB, que faz a convenção esta noite, Carlos Stupp também vai manter a candidatura e aguarda que o PSD mantenha o que foi acordado e indique o candidato a vice, que não pode mais ser o agora prefeito Pepê Collaço. Sem o PSD os tucanos teriam como possibilidade formar uma chapa pura com Estener Soratto ou Felipe Felisbino na vaga de vice.

A grande dúvida então é Pepê Collaço que voltou ao cenário ao assumir a prefeitura após o falecimento de Manoel Bertoncini. Publicamente, diz que pretender se dedicar ao mandato, mas nos bastidores está motivado com uma candidatura e busca mais aliados.

PPS e PR estão em cima do muro e só vão definir de que lado estarão no fim de semana. Há discussões abertas sobre o assunto. O PDT, que fez convenção na semana passada, antes do quadro mudar, tinha definido apoiar a coligação PSDB-PSD, mas agora a tendência é ficar do lado que Pepê Collaço escolher.

De certo mesmo, só o pré-candidato do PT, Olávio Falchetti que já decidiu há um bom tempo por chapa pura e agora assiste tudo de camarote. Qual será o efeito de todas esta movimentação só o tempo irá dizer.

Mas o que se percebe é que novamente as articulações que prevalecem giram em torno de nomes. Sobre projetos, propostas e sua viabilidade pouco se discute. Será o que eleitor vai perceber?

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