terça-feira, 17 de abril de 2012

Renovar, mas com quem?

Os diretórios municipais dos partidos políticos da região intensificaram o anuncio de pré-candidaturas para as eleições de 2012. Mas você já reparou que na maioria dos anúncios feitos até agora estão presentes as mesmas figuras de sempre? E ainda quando aparece alguém novo neste cenário, ele é relegado à figura de vice, que depois na prática, pouco pode fazer, pois quem manda mesmo, quem tem a caneta na mão é o prefeito.

Por que isso não muda? Por que acabam se criando as figuras de políticos profissionais que aparecem em todas as eleições possíveis durante décadas? Será porque eles mesmo não dão espaço para a renovação, para o surgimento de novas lideranças? Ou será que a politicagem de hoje em dia acaba afastando as pessoas, que tem alguma boa intenção?

É fato que em muitos casos não há interesse para renovação. Afinal de contas, quando um político é profissional, ele não pode ficar sem cargo, pois o que ele faz quando não tem um? Neste caso, qualquer novidade ameaça a sua condição. São raros os que incentivam a renovação.

É fato também que muitas pessoas bem sucedidas na sociedade nem cogitam disputar uma eleição porque simplesmente não querem se envolver. Os escândalos e desmandos, que confundem política com politicagem, afastam aqueles que tem boas intenções, mas não querem sujar as mãos.

Tem como mudar isso? Uma remota possibilidade seria limitar o número de reeleições para o mesmo cargo. Temos na Assembleia Legislativa deputados que estão lá há seis mandatos. Mas é difícil acreditar que estes políticos profissionais aprovem alguma coisa que vá contra os próprios interesses. Por enquanto, só o que resta é a força das urnas, e que neste caso é limitada, pois muitas vezes o eleitor não tem nada de novo para escolher. Só as mesmas figurinhas carimbadas de sempre.

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