quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Os riscos de uma caminhada

Eu ainda vou ser atropelado. Não que isso seja uma meta de vida. Eu não desejo ser atropelado, mas acho que posso ser a qualquer hora.

Lembrando bem, até quase já fui.

Na hora ‘agá’ consegui dar um pulo e evitar o pára-choque do carro. Coisa de atleta! Quem viu o salto me achou um atleta. Recebi até elogios.

Mas o fato é que eu gosto muito de andar a pé. Sempre que posso e tenho tempo, procuro deixar o carro de lado e caminhar. Nem importa se o sol está de escaldar (espero que a minha dermatologista não leia isso).

Gosto de caminhar com chuva, sol, frio, calor ou vento. Não importa. Quando caminho, sigo acompanhado dos meus pensamentos. É o momento de ter ideias. Este texto mesmo, tive a ideia quando caminhava e, claro, quase fui atropelado. Calma, não fico andando por aí com a cabeça nas nuvens!

Acredito então, que é por causa desse meu gosto antigo de caminhar que corro o risco iminente de ser atropelado. Não quero profetizar. Mas o meu gosto anda muito perigoso.

E não porque alguém, que não gosta do que eu escrevo, pode me seguir sabendo deste meu prazer e passar por cima de mim.

Está assim porque os motoristas, que nunca respeitaram os pedestres, estão cada vez mais desrespeitosos.

É verdade também que os pedestres abusam da sorte. As poucas faixas de pedestres que existem quase não são usadas.

Do mesmo jeito que já me elogiaram pelo salto que evitou um atropelamento, também já me chamaram de ‘mané’ ao me ver parado numa sinaleira esperando a minha vez de pedestre para atravessar a rua, ou ainda dar uns passos a mais até a faixa de pedestre mais próxima. E muitos pedestres, que não são ‘manés’ como eu, cruzam as ruas de qualquer jeito.

Só que até respeitando estas regras, corro o risco de ser atropelado. Como escrevi três parágrafos acima: os motoristas estão cada vez mais desrespeitosos.

De nada tem adiantado eu esperar a minha vez. Sempre tem um espertinho acelerando para cruzar o sinal vermelho. Tudo acompanhado de um grande xingamento!

Este ‘espertinho’ coloca em risco a vida dele, a dos outros, pois pode trombar com outros veículos, e de pedestres como eu.

Já me disseram, ‘pare de andar a pé e de se arriscar’. Mas apesar de saber do risco, eu também quero acreditar que isso pode mudar. Esse sim seria um desejo, uma meta.

* Texto publicado na Revista Alternativa, edição de fevereiro.

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