sábado, 5 de junho de 2010

Por e-mail: Deputado federal Jorge Boeira (PT)

Na troca de e-mails desta semana o deputado petista fala sobre recursos federais para prevenção às cheias, cassações e perfil dos petistas

BLOG DO RAFAEL MATOS - Qual ação efetiva pode ser feita pelos municípios da região para obter recursos para projetos de prevenção de cheias?
JORGE BOEIRA - Para conseguir os recursos, antes é necessário que as prefeituras tenham bons projetos. E não só os projetos idealizados, é necessário a execução do projetos básico, executivo e principalmente o licenciamento ambiental. Ou seja, os municípios têm que se preparar para pleitear os recursos que estão sendo disponibilizados pelo Governo Federal. Como exemplo, informo que no final de 2009 trabalhamos junto ao Ministério da Integração Nacional, por meio da Secretaria de Defesa Civil o empenho de R$ 24 milhões para 17 municípios do sul para serem executados projetos de "Obras para Prevenção de enchentes e desastres". Desses R$ 1,1 milhão foi para a prefeitura de Tubarão.

BRM - O senhor foi eleito deputado federal em 2002 e depois ficou na suplência em 2006. Ficou desapontado? Qual lição tirou disso?
JB - Acredito que o trabalho realizado foi aprovado pela população. Tanto que na primeira eleição fiz 51.142 votos e na segunda 67.259. Foram 16 mil votos a mais. Claro que não foram suficientes para garantir a reeleição, mais significa aprovação do nosso trabalho. Houve reconhecimento e não fiquei frustrado. Muito pelo contrário, sou eternamente grato pela confiança daquelas 67 mil e 259 pessoas que depositaram em mim o seu voto de confiança, pessoas que sei que posso contar novamente.

BRM - O Projeto Ficha Limpa será suficiente para recuperar a imagem da classe política, tão desgastada nos últimos tempos?
JB - Acredito que só isso ainda não. O Ficha Limpa vai inibir e evitar o acesso do corrupto já julgado em colegiado na vida pública e a longo prazo contribuir, mas acredito que o fim da corrupção esta ligada diretamente a pessoa, a sua formação familiar, suas crenças e valores. Eu acredito nisso. Na educação e na formação de valores para combater a corrupção. Eu votei a favor do Ficha Limpa. Tenho zelo com o dinheiro público e nada a esconder de minha vida pública. Muito pelo contrário, quando assumi como deputado meu primeiro pronunciamento na Tribuna da Câmara foi abrir as contas e os gastos de meu gabinete para todo cidadão acompanhar. Uma pesquisa mostrou que o nosso gabinete foi o que mais economizou verba entre os deputados de SC.

BRM - TSE e TRE têm anunciado um grande numero de cassações. Pode-se dizer que os candidatos não se adaptaram a legislação? Ou está havendo um rigor exagerado?
JB - Acredito que são os dois casos. Na vida pessoal você pode fazer o que bem entender com seu dinheiro. É seu. Na pública não. Nós não podemos nos dar ao luxo de errar, de cometer equívocos. Precisamos zelar ao máximo, pois o dinheiro público nada mais é que a soma dos impostos pagos pelo cidadão, por isso, precisa ser bem empregado.

BRM - Antes de ser deputado federal o senhor teve experiência como secretário municipal em Araranguá (No governo de Neri Garcia 1992-1996). Pensa no futuro disputar um cargo executivo?
JB - Por enquanto estou deputado e é um privilégio representar meu Estado e principalmente a nossa região sul, em Brasília. O futuro a Deus pertence. Por enquanto acredito que ainda posso contribuir muito com Tubarão e as cidades da Amurel.

BRM - O perfil de alguns líderes do PT mudou nos últimos anos. Empresários como o senhor, como o pré-candidato a deputado estadual Olávio Falchetti em Tubarão, são exemplos disso. Por que acha que isso ocorreu?
JB - Empresários, pintores, cantores, metalúrgico, jornalistas, garis, mecânicos médicos, engenheiros, advogados, enfim, em todas as profissões existem pessoas que sonham por um país de oportunidades. Tanto eu, como o amigo Olávio Falchetti e outras milhões de pessoas, também acreditam num Brasil que possa distribuir suas rendas para garantir o seu desenvolvimento. Que defendem o crescimento econômico e a redução da desigualdade social. Para contribuir com essas mudanças e se doar você precisa estar em um partido. Nós escolhemos o Partido dos Trabalhadores porque ele tem esse foco, esse objetivo, essa ideologia.

BRM - Há um mês das convenções partidárias onde o senhor aposta suas fichas em SC? Duas grandes coligações ou candidaturas próprias no primeiro turno?
JB - Aposto na maturidade dos partidos políticos em construir suas propostas baseadas nas necessidades reais de cada pessoa, visando o desenvolvimento, a reestruturação e a oferta de oportunidades e inclusão. Dificilmente a senadora Ideli Salvatti não será candidata ao governo de SC. O PT está unido nesta proposta e ela está preparada. Nunca na história de Santa Catarina se garantiu a vinda de tantos recursos para serem investidos no Estado como pelo trabalho da senadora. Em relação a duas ou mais candidaturas próprias, apesar de estarmos há menos de 30 dias, ainda não sem tem nada claro.

Continue lendo...

Charge - Nunes

Continue lendo...

Google+ Followers

Seguidores

Twitter







Recent Visitors