sábado, 29 de maio de 2010

Por e-mail: Deputado estadual Joares Ponticelli (PP)

Na troca de e-mails desta semana o presidente estadual do PP (foto de Carlos Kilian) fala sobre a prevenção da violência, eleições 2010 e garante que o partido terá candidato a prefeito em Tubarão em 2012

BLOG DO RAFAEL MATOS - Quando é preciso criar leis como a de combate ao bullying, pode-se dizer que é um sintoma que de que a sociedade está doente?
JOARES PONTICELLI -
O crescimento da violência, que infelizmente é uma tendência mundial, exige do poder público atenção às causas dela. Não podemos atacar as consequências, precisamos atacar no nascedouro da violência. E no caso do bullying, que durante muito tempo foi considerado uma brincadeira de criança, a estatística mundial de crescimento deste tipo de violência  chama a atenção pelo aperfeiçoamento da crueldade. O objetivo de criar a lei foi justamente de atacar as causas, o nascedouro desta fonte silenciosa e geradora de violência.

BRM - Que outras iniciativas do seu mandato considera que ficarão marcadas?
JP -
Deste agora, o cumprimento permanente de uma das principais missões do parlamentar, que é fiscalizar. Na repartição dos poderes e da democracia, quem perde tem a principal missão de fiscalizar as ações do governo, se está cumprido o que prometeu durante a campanha e fiscalizar a correta aplicação transparente e eficaz dos recursos. Como um dos principais líderes da oposição, além de apresentar as falhas, apresento as saídas, como no caso da terceirização da merenda, que desmonta a tese da descentralização, e da entrega dos uniformes apenas de 2 em 2 anos, que são fabricados em São Paulo e Pernambuco e nem ao menos em Santa Catarina. Descentralizar de verdade é comprar merenda nos próprios bairros das cidades, fabricar o uniforme todo ano nas malharias locais. Isso aquece a economia e gera emprego para os municípios. Além disso, também empreendi diversas leis, como a de gerenciamento costeiro, que o Estado não tinha. Quando fui deputado de governo, de 1998 a 2002, fiquei conhecido como 'trem pagador', pelas obras, convênios e subvenções que trouxe para a Amurel. Espero que esse tempo retorne.

BRM - Fala-se que o fato de ter o nome estadualizado o deixa numa situação confortável para a reeleição. Isso é bom ou perigoso?
JP -
Não existe eleição ganha nem perdida pra ninguém, cada voto tem que ser conquistado como a primeira eleição. Nenhum voto está nas urnas, nem o meu próprio. Evidente que o serviço prestado e o nome estadualizado facilita, mas tem que ser com muito trabalho e dedicação, prestação de contas e ações reais até aqui, além das propostas apresentadas e que serão colocadas em prática se virarmos governo, que voltarei com com mais experiência e crédito por estes oito anos como oposição.

BRM - O senhor chegou a cogitar a possibilidade de ser candidato a deputado federal, ocupando o espaço deixado por Leodegar Tiscoski?
JP -
Não, o meu projeto é definido, sou candidato à reeleição. Como presidente do partido, experiência de três mandados, líder de governo no primeiro e da oposição nestes dois, a minha convivência e articulação dentro da Assembleia são mais importantes para Ângela, para o governo e para Santa Catarina se eu permanecer na Assembleia, melhorando a governabilidade, efetivando ações que a região não ganhou nestes oito anos. Acredito que tenha crédito, experiência e confiabilidade para pleitear estas ações se formos governo.

BRM - O senhor gostaria de ser prefeito de Tubarão algum dia?
JP -
Todo político sonha ser prefeito de sua cidade, eu seria hipócrita se disser que não sonhei com isso. Mas acho que pulei essa etapa, depois de vereador comecei meus mandatos como deputado. O espaço que ocupei, a estadualização do meu nome e, principalmente, no próximo ano, se for governo, estarei a passos largos pela liderança e de uma composição majoritária. Muitas regiões têm o entendimento sobre minha eleição majoritária de 2014. Claro que seria uma honra ser prefeito de Tubarão, mas temos hoje um espaço estadual que a região conquistou e não posso e nem devo deixar este espaço vazio. Há outros importantes companheiros no partido que podem ser candidatos a prefeito.

BRM - O que é fato e o que é boato no relacionamento do PP com o PSDB na administração de Tubarão?
JP -
Nós assumimos compromissos durante a campanha, participamos do governo e procuramos colaborar em todas as ações que somos chamados. Temos responsabilidade. De todos os partidos, o PP foi o que mais viabilizou recursos neste um ano e meio, como as emendas dos deputados Odacir Zonta, João Pizzolatti e Ângela Amin, além do secretário Leodegar Tiscoski. O próprio prefeito Manoel reconheceu isto publicamente.

BRM - Ainda é cedo para dizer que o PP terá candidato próprio em 2012 ou essa ideia já vem sendo trabalhada no partido?
JP -
Trabalhamos e não abrimos mão da nossa decisão. Independente das eleições deste ano, teremos candidato a prefeito em 2012. Há quase duas décadas não temos candidato próprio e há entendimento unânime que nas próximas eleições municipais teremos. Estamos firmes e decididos neste propósito, respeitando sempre os outros partidos e ouvindo a população.

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