sábado, 15 de maio de 2010

Por e-mail: Deputado Estadual Décio Góes

O entrevistado desta semana é o líder da bancada do PT na Alesc. Além da atuação política, Décio Góes (foto ao lado de Eduardo Oliveira) também se destaca pelo uso da internet e nesta troca de e-mails ele responde a perguntas sobre os projetos do sul, crescimento do PT em Tubarão, entre outros temas

BLOG DO RAFAEL MATOS - As lideranças empresariais da Amurel têm se organizado e cobrado ações para o desenvolvimento da região Sul. O que o senhor achar que está faltando para se obter sucesso?
DÉCIO GÓES - Acho muito positiva essa articulação. Tenho participado das reuniões, procurado ajudar nos encaminhamentos e temos obtido sucesso. O problema é que ficamos isolados por muito tempo e as demandas se acumularam para atingirmos o nível de desenvolvimento das demais regiões do estado. Ficar unidos e focados nas obras de infra-estrutura logística, como a conclusão da duplicação da BR-101, do Aeroporto de Jaguaruna, ligando a Ferrovia Tereza Cristina ao norte e ao sul do país, otimização do portos de Laguna e Imbituba e a complementação de vias estaduais; infra-estrutura turística, como a rota serra-mar, a despoluição dos rios e lagos, a formação profissionalizante, com mais escolas técnicas. Esse é o caminho.


BRM - Como os deputados estaduais podem contribuir para que a região tenha investimentos que contribuam com o crescimento da região?
DG - Primeiro buscando uma unidade de ação da sociedade e da bancada do sul. Diretamente, defendendo as nossas bandeiras, tencionando com o estado, fiscalizando, atento as oportunidades. Indiretamente, com as relações que construímos com a bancada federal e outros organismos da sociedade.


BRM - O senhor tem se empenhado em diversas causas sociais. Poderia destacar alguma delas?
DG - Apoio aos movimentos sociais, a luta dos servidores públicos estaduais, dos trabalhadores urbanos e rurais com o salário mínimo regional e o pagamento por serviços ambientais prestados, os anistiados do governo Collor, apoio ao movimento ambiental, como a luta contra à fosfateira, entre outros. É importante destacar que diversas ações consideradas pequenas por alguns, mas essenciais para a qualidade de vida dos catarinenses tem pautado nosso mandato.


BRM - O PT tubaronense cresceu nas últimas eleições para prefeito o que motiva inclusive o lançamento da pré-candidatura a deputado estadual de Olávio Falchetti. Como o senhor vê isso?
DG - Com muita alegria, pois mostra que Tubarão está cada vez mais perto de um governo do PT. O PT governa com participação popular e assim prioriza as necessidades da população: saúde, educação, segurança e a infra-estrutura que promova o desenvolvimento sustentável (com preservação do meio ambiente) e a geração de oportunidades de trabalho, a partir das potencialidades locais. Assim que o presidente Lula fez o Brasil crescer e distribuir renda. O Olávio está bem sintonizado com esse projeto.


BRM - O senhor ainda sonha em voltar a ser prefeito de Criciúma? Pensa nisso para 2012?
DG - Estou empenhado no projeto do partido para 2010: dar continuidade no governo do presidente Lula, com a eleição da Dilma Roussef, da Senadora Ideli Salvatti como governadora do estado, de Cláudio Vignatti como Senador e ampliar nossas bancadas federal e estadual para dar a governabilidade necessária. Sou pré-candidato a reeleição como deputado estadual.


BRM - O senhor poderia destacar qual foi a maior conquista do seu mandato?
DG - A conquista de um parlamentar é coletiva, destaco o desencalhe dos convênios para a realização dos Planos Diretores dos municípios cortados pela duplicação da BR-101 e a lei que regulamenta o turismo rural. Colaborei na expansão das escolas técnicas federal, na ampliação do Pronaf Mais Alimentos para os avicultores e suinocultores. Oportunizamos a participação com direito a voz a milhares de cidadãos catarinenses em questões cruciais para a vida das pessoas através de centenas de audiências públicas realizadas por proposição nossa enquanto deputado e presidente da Comissão de Turismo e Meio Ambiente no período de 2007-2009. Dessas muitas audiências destaco por exemplo a discussão do código ambiental catarinense, o debate em torno a instalação da Fosfateira em Anitápolis (IFC), a modificação da lei de segurança nas lotéricas, temas envolvendo duplicação da BR-101, pedagiamento, reestruturação das malhas ferroviárias, debates envolvendo o complexo lagunar entre outras.


BRM - Qual a avaliação que o senhor faz dos últimos acontecimentos da Alesc, com as polêmicas MPs e manifestações de servidores?
DG - A medidas provisórias beneficiaram uma minoria de servidores com gratificações, deixando de fora exatamente aqueles que atendem o povo, como os professores, os profissionais da saúde, da segurança pública. Aumentaram as diferenças entre o maior e o menor salário, desestruturaram o plano de cargos e salários e provocaram uma desunião das diversas categorias. O governador Pavan deixa um grande problema para a próxima governadora.

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Charge - Nunes

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