quinta-feira, 1 de abril de 2010

Presídios em condições de recuperar

Pesquisas divulgadas nos últimos dias apontam a redução de assassinatos em grandes cidades e o aumento nas cidades do interior. Em Santa Catarina a taxa é a menor do Brasil com média de 11,3 assassinatos por 100 mil habitantes, contra 17,8 da média nacional.

Isso quer dizer a situação por aqui está sob controle?

Estamos longe disso, especialmente em Tubarão, onde começamos hoje o quarto mês do ano e já estamos perto do índice anual.

Mas considerar que uma taxa de 11,3 homicídios por 100 mil habitantes é aceitável, até por ser o menor índice do pais não é normal.

O ideal era esta taxa ser zero, mas infelizmente, do jeito que a sociedade se comporta isso é impossível.

E é impossível porque temos muito para melhorar. Em toda esta discussão da violência em Tubarão se fala muito nas questões de prevenção. O que é corretíssimo!

É preciso melhorar a economia, para que a renda das famílias melhore e assim também melhorem as condições sociais, com educação de qualidade, saúde de qualidade, empregos com boa remuneração e entre tantas outras coisas boas que podem ocorrer.

Mas falar em segurança é também falar do sistema prisional. O secretário estadual de Segurança Pública e Defesa do Cidadão, Ronaldo Benedet (PMDB), que deixa o cargo para reassumir o mandato de deputado estadual, sempre fala que o atual governo dobrou a capacidade dos presídios no estado. Só que a quantidade de gente presa também aumentou, portanto, não se dá conta de construir presídio.

Aqui em Tubarão, depois de anos de discussões, finalmente se está construindo um novo presídio. Mas ele já tem previsão de ficar lotado acima da capacidade no primeiro dia de funcionamento.

Então, só construir presídio também não basta. É preciso trabalhar num sistema prisional que recupere os apenados para que eles não voltem mais. Hoje do jeito que é, são apenas depósito de gente que a sociedade quer ver longe. Mas temos que pensar mais na frente. Na ressocialização, em ensinar algo de bom e exigir uma mudança de comportamento.

Só varrer a sujeira para debaixo do tapete não basta.

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Um, dois, ou três? A dúvida do PP

O Partido Progressista poderá ter um, dois ou até três candidatos a deputado federal no Sul do Estado nas eleições de outubro. De acordo com o deputado estadual Valmir Comin (PP) tudo depende das chances dos pré-candidatos. Se não for encontrado um nome que apareça com reais chances de eleição, o partido pode ter um candidato em cada microrregião, a exemplo do que será feito na disputa de vagas à Assembleia Legislativa.

Um dos nomes que se apresentava para a disputa já foi descartado esta manhã. O prefeito de Siderópolis, Douglas Warmling, o Guinga, em reunião do diretório local, decidiu que não vai renunciar ao cargo.

Continuam nas discussões os vereadores de Tubarão André May, o Deka, e de Criciúma Giovanni Zapellini.

O PP tem a projeção de eleger três deputados federais este ano e independente das chances dos nomes escolhidos no sul, o desempenho deles é importante para garantir a legenda necessária. Seria um risco calculado.

Os deputados Comin e Joares Ponticelli também têm interesse direto na escolha, pois um candidato a deputado federal forte ajuda na conquista de votos para estadual.

O deputado Comin diz ainda que é muito difícil avaliar o impacto que uma candidatura de última hora terá nas campanhas dele e de Ponticelli, mas ele acredita que o voto regional, que vem sendo incentivado por diversas entidades de classe na região deve contribuir para que não ocorra uma evasão de votos.

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