terça-feira, 26 de julho de 2016

Rápidas e sem recursos

A campanha eleitoral deste ano vai ser uma das mais curtas e também mais econômicas de todos os tempos. Aliás, candidato que estiver gastando demais vai acabar atraindo desconfiança. Isso porque a campanha propriamente dita só vai ter 45 dias e o limite de despesas determinado pelo TSE ficou em 70% do que foi gasto em 2012. Ou seja, se levarmos em conta a inflação do período fica aí por volta da metade do que se gastou oficialmente na última campanha municipal.

Só que estes limites apresentam algumas distorções. Aqui na região, por exemplo Braço do Norte, tem quase 23 mil eleitores, Capivari de Baixo, tem 17 mil e Rio Fortuna, não chega a 4,5 mil. Nestes municípios os candidato a prefeito tem como limite o valor de quase R$ 110 mil. Já os candidatos a vereador da pequena Rio Fortuna tem um limite superior aos de Braço do Norte, que também ficam menores que os de Capivari de Baixo. Estes limites vão de pouco mais de R$ 15 mil até R$ 22 mil.

Imbituba e Laguna que tem número de eleitores quase igual, dentro da faixa de 37 mil eleitores, tem limites bem diferentes para os candidatos a prefeito. Em Laguna, o teto é de R$ 358 mil enquanto que em Imbituba três vezes menor com quase R$ 110 mil, alías, valor este que é igual ao de Rio Fortuna e também da pequena Santa Rosa de Lima com seus dois mil eleitores.

Já em Tubarão, com mais de 76 mil eleitores, os limites ficaram em R$ 1,2 milhões para os candidatos a prefeito e pouco mais de R$ 100 mil para os candidatos a vereador.

Vale lembrar que para gastar isso, os candidatos precisam arrecadar. E aí já é uma outra história, pois as doações de empresas estão proibidas.

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Calendário de convenções

As candidaturas a prefeito de Tubarão começam a ser oficialmente definidas. A primeira convenção foi a do PT que confirmou o prefeito Olavio Falchetti como candidato a reeleição. No próximo domingo, PSDB e PMDB realizam as convenções para ratificar a dobradinha Carlos Stüpp e Edson Firmino. Também no domingo, o PSC realiza a convenção para confirmar Edi da Farmácia e o PP e o PSD marcaram para o último dia do prazo de convenções, 5 de agosto, as reuniões que vão selar a aliança com Joares Ponticelli e Caio Tokarski.

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quinta-feira, 14 de julho de 2016

Novo socorro à suinocultura

A crise econômica continua dando dor de cabeça para quem atua na suinocultura. Os produtores vêm enfrentando dificuldades desde o início do ano devido ao desabastecimento de milho, principal insumo da produção. Somado a isso, está o preço elevado do grão que é trazido da região Centro-Oeste e o baixo preço pago pelo quilo do suíno. O resultado é o prejuizo que vem se apresentando, pois nem os custos de produção estão sendo cobertos.

Os deputados estaduais de Santa Catarina vão buscar em Brasília soluções junto ao governo federal. A decisão foi tomada em nova audiência pública realizada ontem à tarde pela Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa, em conjunto com a Frente Parlamentar da Suinocultura. O encontro reuniu produtores, autoridades, representantes da Conab e do Banco do Brasil e deputados.

Conforme o presidente da frente parlamentar, deputado José Nei Ascari (PSD), pelo menos três demandas vão ser apresentadas ao governo federal: o aumento no limite da cota de milho via Conab por suinocultor, de 6 mil quilos para 15 mil quilos; a isenção de PIS e Cofins e o oferecimento de uma linha de crédito emergencial para o setor. Segundo ele, são decisões que dependem do governo federal.

O presidente da Comissão de Agricultura, deputado Natalino Lázare (PR), defende ainda o envolvimento direto do governador Raimundo Colombo (PSD) na questão, como garantia de solução para os problemas junto ao governo federal, pois os deputados consideram que chegaram no limite da atuação.

Uma comitiva estadual já teve encontro no mês de abril, com a então ministra da Agricultura e Pecuária, Kátia Abreu, mas a crise política e o afastamento da presidente Dilma Rousseff, atrapalharam o andamento das ações.

O secretário-adjunto de Estado da Fazenda, Almir José Gorges, afirmou que o governo estadual, vai prorrogar a vigência do decreto que reduz de 12% para 6% a alíquota do ICMS cobrado na venda de suíno vivo para outros estados. Outra medida vai ser a livre transferência dos créditos de ICMS aos quais os produtores têm direito. Esses créditos acumulados podem ser usados pelo suinocultor como um cheque para comprar em empresas que pagam esse imposto.

Enfim, são tentativas para tentar socorrer o setor. Na região, muitos pensam em desistir, o que pode significar mais queda na arrecadação dos municípios. Ou seja, é preciso encontrar uma solução antes que seja irreversível.

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